sábado, fevereiro 19, 2005

ao menos uma vez...

Não falo do amor romântico,
aquelas paixões veladas de tristezas e sofrimentos
relações de dependência e submissão.
Paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.

Chamam de amor esse quê de escravo
e pensam que o amor é uma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro antes de ser experimentado.

Mas é exatamente o oposto para mim que o amor manifesta.

A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado
o amor está em infinito eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile.

Como fotografar o amor?
Como percebê-lo?
Como se deixar sem?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?

em resposta: o amor é o desconhecido.

E mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido

A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos da uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer se violado, quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.

A morte do amor é como, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada em linha reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio com inicio , meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor, não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico
Não é o meu coração que sente o amor, é a minha alma que o saboreia.
Não é o meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionísiaca em meu espírito.

Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém nascidas.
O amor brilha como uma aurora colorida e misteriosa como um crepúsculo inundado de beleza e despedida.
O amor grita seu silêncio ao nos dar a sua música.

Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o elemento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo.

O amor , eu não conheço

E é exatamente por isso que eu o desejo e me jogo no seu abismo me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega
Morrer de amor é a substancia de que a vida é feita, ou melhor , só se vive do amor.

E a língua do amor é língua que eu falo
...e escuto.

(Vênus - Paulinho moska)

perfeito, não?
sei lá...
... é a sua vez []

* * * lance os dados * * *

 
 
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